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Tudo começou quando uma revista da National Geographic aterrou em minha casa. Parecia que estavam a introduzir veados na Serra da Lousã. Provavelmente era o artigo mais importante da revista, visto estar a ser um sucesso tremendo a experiência da sua introdução. O isco estava lançado. Como bom mochileiro que se preze, resolvi ir á descoberta destes belos animais. Aproveitando bem umas merecidas férias do trabalho, está-se a ver que na
Segunda-feira após um fim de semana da mais inútil pasmaceira, mas, que no
entanto serve para recobrar forças para arrancar com a energia de um relâmpago
para férias, parti para a Lousã. Máquina fotográfica ás costas, roupa, as
minhas fiéis botas, um mapa da estação de serviço, algumas folhas retiradas
da internet com contactos para casas, e lá vou eu para a descoberta de uma
vida. A Lousã não é uma Serra muito grande... é apenas... grande... mais ou menos... vocês percebem. Eu esqueci-me do pequeno facto que os veados são bem mais pequenos que a Serra, e não seria assim tão fácil encontrar estes esguios animais. Antes de ficarem todos entusiasmados com fotografias maravilhosas de veados, gamos, corços e etc., posso desde já dizer que são muito difíceis de avistar... Mas se forem na altura certa... Encontram-nos. Posto isto, parece-me melhor indicar um bom sítio para um eventual mochileiro comer lá na Serra. Em termos de restaurantes, posso indicar o Burgo, que fica perto das Ermidas de S. João e tem um Javali com Castanhas divino (Estão a ver... Vila da Lousã, perguntam a alguém e vão lá ter, que eu não consigo indicar o caminho de cabeça). Após o almoço, no verão, podem dar um mergulho nas piscinas mesmo ao lado, já que naquele sítio o calor aperta.
Também podem tentar mastigar qualquer coisa num restaurante existente no Talasnal, mais ou menos perto a meio da estrada florestal, onde parece que se come muito bem, e se paga ainda melhor. Nunca lá fui, fica só a dica. O local onde fiquei alojado, foi na aldeia de Casal
Novo, na casa da Drª Conceição Carvalho, muito simpática, dona de uma casa
fora de série onde eu tive o privilégio de passar umas férias inesquecíveis.
A casa é grande o suficiente para alojar aproximadamente 10 pessoas. Sendo esta uma das aldeias serranas interligadas pela estrada florestal
existente nesta serra, as
vistas existentes nesta casa são de cortar a respiração.. Existem algumas aldeias destas na Lousã, Existem
bastantes trilhos para fazerem na Lousã. Poderão encontrar logo
no início da estrada florestal, quem sobe, o Trilho do Corço (Já fui
informado por um guia existente na Serra que nunca viu nenhum corço neste
trilho, mas o nome até é bonitinho). Podem também
fazer, conforme o referido anteriormente, o caminho das aldeias serranas, podem
descer do Talasnal ou do Casal Novo até cá em baixo ás Ermidas de S. João
pelo meio Posso-vos ainda adiantar que existe aqui um bom guia para as vossas viagens na Lousã, capaz de explicar e mostrar coisas que nem sequer passam pela cabeça do mais incauto viajante. Bem, adiante...
Pelo tipo de paisagens que podem ver se forem uns meninos(as) bonitos e fizerem
o favor de ver as fotos giras que eu tirei lá, podem ficar com uma pequena
ideia do que esta serra pode oferecer. Desde o Ribeiro de S. João, a antiga
comunidade que lá vivia, que, aproveitando a força do ribeiro para moer
milho,
destinado outrora a ser carregado em burros e vendido na aldeia mais próxima,
até aos corços, esta serra tem muito para desfrutar. Poderia contar-vos
a história da minha estadia, mas isso além de Deixo só ficar algumas das fotografias, a saudade, a promessa de lá voltar um dia... Seja ele para cumprimentar os meus amigos corços (é verdade, consegui ver Veados selvagens, descobri onde dormem e tudo), ou mesmo só para comer o Javali com Castanhas magnífico servido pelo Burgo, para de seguida tomar um banho nas Ermidas e desfrutar da variedade de paisagens de uma terra que me ficou no coração. Links úteis
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