Rico passeio!


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Ao escrever este texto, actividade que faço um pouco a custo, tenho algum medo que a mensagem passe distorcida. Existem alturas que por muito boa que sejam as descrições... Têm apenas de ser vividas para se perceber. Esta actividade foi uma experiência assim. Num destes fins de semana, após ter tido uma introdução à equitação excelente em Setembro de 2005, decidi arrastar alguns amigos para um desafio de fazermos um passeio de 2 dias a cavalo organizado na Serra da Peneda. Posso-vos dizer que não foi preciso muito para os convencer, mas ficou a promessa de voltarem ao apelidado "paraíso inexplorado" que é esta zona.

Zarpamos do Porto sexta feira à noite com o objectivo de Sábado de manhã darmos início a um passeio que posso bem apelidar de "Top 3", sendo sem dúvida um dos melhores que já fiz. A organização por parte do Sr. Pedro Alarcão, bem como da Srª Anabela Moedas foi irrepreensível, embora se estivesse na minha mão repreender o frio, bem que o faria no fim da tarde de sábado.

Como ponto alto deste passeio posso indicar a infiltração encetada por nós a uma manada de mais de 30 garranos que circulam regularmente no planalto de Castro Laboreiro (também apelidado de paisagem windows, ver AQUI porquê). Existem de facto momentos mágicos que não se permitem cair no esquecimento por as mais variadas razões. Posso-vos dizer que ao fim da tarde, ao ver o pêlo daqueles magníficos animais a brilhar com o reflexo do sol junto com a cambada de "penetras" que por lá apareceu em cima dos primos deles... Sem palavras.

Ao jantar, após um repasto bem merecido (se vos for dado a escolher... "A massa da Anabela" é um prato gourmet da região. Vão por mim.)regado com um bom alvarinho foi-nos dada uma pequena aula de astronomia e foi feita uma observação de estrelas, quer com binóculos (que eu nem sabia ser possível) quer a olho nu. A paisagem permite-o. No segundo dia, e após uma noite acusticamente atribulada (40 vacas a mugir em nosso redor devido ao feno que os cavalos estavam a comer) arrancamos cedo para a continuação da "Grande bolta aos mais altos cumes do mundo". Claro que passado uma hora os outros garranos existentes num raio de 50 km também vieram tirar satisfações sobre o que andavamos para ali a fazer. Mas, tudo mais que tranquilo. A paisagem, as aves de rapina, os riachos para nos retemperarem as forças (quer a nós quer aos cavalos), a vista, o sentimento, a ligação ao cavalo que nos transporta...Tudo fez um fim de semana quase perfeito.

Quase porquê? Porque no fim do dia de domingo chegamos à conclusão que tínhamos de ir trabalhar no dia a seguir:)